Celular de Moro hackeado e mensagens divulgadas

A inocência de um usuário infantil e o modus operandi do juiz revelados.

Celular de Moro hackeado e mensagens divulgadas

O telefone celular do ex-juiz e atual ministro Sérgio Moro foi hackeado nesta semana.  O fato ocorre algumas semanas após o póroprio procurados Dallagnol ter sido também vitma de roubo de conteúdo. 

Segundo informação de fontes na polícia federal, ele começou a receber ligações do próprio celular e teve a confirmação de que havia algum problema quando mensagens suas começaram a ser trocadas nas
aplicações sociais.

Moro levou seu celular para a Polícia Federal e as investigações começaram.

Até então não haviam informações sobre possíveis vazamentos de informações, baseado no acesso ao celular.

Entretanto, hoje, o site The Intercept (veja o link ao final deste artigo), em um episódio digno de Wikileaks, divulgou um longo histórico de mensagens trocadas entre Moro e personalidades do Ministério Público responsáveis pela Operação Lava-Jato.

Ao que tudo indica, os invasores conseguiram baixar toda a troca de mensagens dos aplicativos WhatsApp
e Telegram com muita facilidade.  As conversas baixadas são a partir de 2012, ou seja, Sérgio Moro mantinha em seu aparelho histórico de suas mensagens de 7 anos, no mínimo.

As conversas reveladas por The Intercept mostram a relação íntima entre Moro e o MPF, na troca de opiniões a respeito das apurações da Lava-Jato.  Chega a ser um escândalo a troca de mensagens impedindo Lula de dar entrevista antes das eleições presidenciais em 2018, com o medo de isso dar votos ao candidado do PT, Fernando Haddad.

A troca de impressões sobre as investigações, revelação de sentenças, opiniões, sugestões, dicas, cobranças, etc., mostram que a função de juiz nunca existiu.  Moro é um aliado nas investigações e interessado nas mesmas.  É parte do grupo que investiga e tem a função de dar a sentença.

Deixando as questões políticas de lado (pois isso não vai deixar faltar pano para a imprensa em geral), é absurdamente infantil a forma como a troca de mensagens é realizada através de aplicativos quase públicos.  

É incrível como altos cargos do país, ministro e juízes, usam aplicações banais para questões de alto sigilo. Sequer a exclusão do histórico é realizado, ou ainda os recursos de apagar as mensagens por tempo de leitura.  Ao menos isso daria um trabalho maior para o roubo das informações.

Moro pode ter sido hackeado através de várias formas.  Pode ter deixado seu celular ou cmputador ser acessado, pode ter sido vítima de phishing, alguém pode ter usado de engenharia social para recuperar seus dados na operadora, podem ter usado alguma das vulnerabilidades conhcidas, como a recentre brecha no WhatApp ou falha no protocolo SS7, etc., mas o mais provável é a troca de chip, recurso muito utilizado no Brasil e que já teve como alvo vários funcionários e políticos de Brasília  nos últimso anos.  O sintoma de receber ligação de seu próprio aparelho é uma das características deste tipo de hackeamento.  Depois as suas mensagens aparecem como lidas...

O hackeamento através de troca de chip consiste em ativar o mesmo número do aparelho em outro SIM Card.  O recurso é simples, mas requer ação de dentro da operadora de Moro.

Este parece ser o formato do hackeamento, pois as informações foram retiradas de várias aplicações, principalmente Whats App e Telegram.  A ação também teve tempo, pois várias trocas de mensagens foram enviadas à The intercept, não apenas políticas, mas muita coisa pessoal de Moro, que ainda não foi trabalhada pelo site.

De qualquer forma, ainda que a ação tenha sido cinematográfica, fica a conclusão de que todo este alto escalão jurídico e decisório é, na verdade, bastante ingênuo e infantil em lidar com sigilo e troca de informações.

Fica, outra e outra e outra vez, o ensinamento.  Nunca aprendido. 


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