O Linux Invade o Azure da Microsoft

Linux no Azure

O Linux Invade o Azure da Microsoft

O desenvolvedor do kernel do Microsoft Linux, Sasha Levin, revelou ao site ZDNET que o uso do Linux na nuvem Microsot superou o Windows e arrematou: "Há agora pelo menos oito distros Linux disponíveis no Azure".

As distros suportadas, atualmente, no Azure são:

- CentOS;
- Clear Linux;
- CoreOs;
- Debian;
- Oracle Linux;
- Red Hat Enterprise Linux;
- Suse Linux Enterprise Server;
- Ubuntu

Além disso, a Microsoft portou o FreeBSD 10.3 (Unix) para o Azure.

O Microsoft Azure é o ambiente da Microsoft para execução de serviços, aplicações e infra-estrutura na nuvem que foi lançado em 2010 como Windows Azure e atualmente, compete com o AWS da Amazon e Google Cloud pela liderança do mercado. Distribuido por 42 regiões ao redor do planeta - inclusive o Brasil - o serviço de nuvem da Microsoft entrou de cabeça no mundo Linux oferecendo as imagens do sistema criado por Linus Torvalds, relatadas acima, ambientadas e otimizadas para execução na Azure.

Para uso, precisa criar um aconta na Azure, e a partir de então, gerenciar a sua infra-estrutura a partir de um painel via web ou por linha de comando, neste caso, baixando o aplicativo azure-cli. Feito isso, basta criar um par de chaves SSH para logar-se no Linux. Cria sua VM Linux via portal web ou CLI e depois acessar o seu sistema Linux na Azure via SSH e sem senha. Extremamente simples.

Para ambientar-se ao serviço de infra-estrutura de nuvem da Microsoft, pode criar uma conta gratuita com alguns serviços liberados para uso durante um ano (máquina virtual Linux encontra-se entre estes serviços) e crédito de R$ 750,oo para uso de qualquer serviço fornecido pela Azure, durante 30 dias. Essa conta gratuita pode ser usada não só para ambientar-se ao mundo Azure como também, para realizar determinados testes, antes de jogar seus serviços para lá.

Caso tenha decidido por migrar e aprovado tecnicamente o ambiente, agora é buscar os preços relativos aos serviços no mundo Azure e fazer contas entre esse ambiente de Cloud e local, e neste caso, colocando os equipamentos, softwares e todos os custos embutidos em uso de infra de TI local (gasto com energia, corpo técnico necessário para ambiente funcionar bem, segurança dos equipamentos e etc) para ver que realmente vale à pena migrar para nuvem. E claro, comparar preços com outros serviços de nuvem como AWS da Amazon, Google Cloud e até outros menores para tomar a decisão final.

O fato é que cada vez mais é realidade, integrar o mundo Linux com o ambiente de nuvem da Microsoft para seus adeptos. E isso é muito bom para quem tem um ambiente Microsoft. expertise no mundo Microsoft e apenas um ou outro serviço rodando em Linux e não conseguia botar na Azure.

Em princípio, não tem mais desculpa para não fazê-lo.