PayPal encerra a conta de Olavo de Carvalho

Os defensores de uma Internet livre e democrática precisam apoiar firmemente o corte do financiamento de todas estas pessoas.

PayPal encerra a conta de Olavo de Carvalho

Nesta semana o PayPal resolveu cancelar a conta de Olavo de Carvalho.

Graças a campanha de Sleeping Giants Brasil, o gateway encerrou os negócios do astrólogo.

Olavo Luiz Pimentel de Carvalho vive desde 2005 em Richmond, Virgínia, Estados Unidos.  É um astrólogo, portador de idéias bizarras, que ganha dinheiro proferindo discurso anti-científico, de ódio e de ataque a qualquer coisa que não seja condizente com o que pensa.

Ganhou notoriedade sendo influenciador do atual presidente, sua família e amigos.

Desbocado, adepto de xingamento de adversários, vive de venda de cursos de "filosofia" e contribuições, entre um palavrão e outro proferidos para sua rede de entusiastas.

É autor de falas como a de que a Pepsi é adoçada com fetos abortados, que a pandemia de coronavírus não existe, que o movimento gay é pedófilo, que jornalista é o maior inimigo do povo e até mesmo que não há refutação para a afirmação de que a terra seja plana.  Um "guru" gerador de ignorância e fakes.

O encerramento da conta no PayPal de Olavo de Carvalho não irá impedir que o mesmo continue a receber pagamentos, mas é uma importante vitória para o Sleeping Giants e para todos os que defendem a Internet Livre e Democrática, e mostra que as empresas não podem sustentar ou dar qualquer tipo de apoio a defensores do ódio, da ignorância e do medievalismo.

Em movimento oposto, o UOL, do Grupo Folha, detentora também do PagSeguro, escreveu uma matéria no dia 06 de agosto afirmando que "Veto de PayPal a Olavo de Carvalho é discriminatório, dizem especialistas" (Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2020/08/06/paypal-olavo-de-carvalho.htm).

Trata-se de uma clara tentativa de passar-se por "defensora da democracia e das liberdades fundamentais", abrindo as portas do PagSeguro ao comentarista.

O esforço que o UOL fez, consultando vários "especialistas" para expor indiretamente a sua opinião foi uma vergonha.  Ao invés de somar-se ao PayPal na campanha contra o ódio e o fake news mundial, aproveitou-se do conflito para "se dar bem".

Ora, o direito de expressão e a liberdade de opinião não dá a ninguém, por consequência, o direito de construir sites e canais de vídeo para propagar idéias de ódio e de ataques à ciência.

Ódio, racismo, idéias macabras e medievais, anti-ciência, mentiras e fakes precisam ser combatidos sem trégua no campo da Internet.  Os defensores de uma Internet livre e democrática precisam estar na linha de frente desta luta.  A Internet não é palco para fanfarrões ganharem dinheiro às custas da ignorância alheia.  

A Internet é uma ferramenta que precisa ser defendida destas pessoas, porque são exatamente estas pessoas que odeiam a liberdade e a democracia na Internet e no mundo, a imprensa livre, os sites de divulgação de sigilos, o próprio conceito de liberdade como instrumento de crescimento intelectual e científico, e não o oposto.

Estas pessoas ganham muito dinheiro.  Algumas são financiadas por organizações que defendem e propagam o ódio, a segregação racial e o racismo, a falta de democracia e o controle da Internet pelos governos, golpes e autoritarismo.  
Cortar o financiamento destas pessoas é defender a manutenção da liberdade na Internet e no mundo.

Os defensores de uma Internet livre e democrática precisam apoiar firmemente o corte do financiamento de todas estas pessoas.