Quem são os jovens tagarelas que hackearam o Twitter?

Underground começa a revelar os hackers que invadiram o Twitter

Quem são os jovens tagarelas que hackearam o Twitter?

A julgar pela mensagem utilizada para roubar Bitcoins no Twitter, muitos já especulavam que o ataque seria obra de newbies.

Utilizar uma mensagem simples, sem muito conteúdo, e ainda copiada para centenas de altas personalidades é uma estratégia tosca e infantil.  Um ataque melhor elaborado postaria mensagens individualizadas, criaria um site, ou um site com DNS falso, etc.  Mas a simples cópia da mesma mensagem indicava até mesmo a utilização de aplicações para postagens automáticas no Twitter.

A mensagem soava como uma das inúmeras mensagens de phising mal formatadas que recebemos todos os dias como spam, vindas de supostos bancos, cobranças, etc.

Fato é que as horas vão passando e a ansiedade amadora dos participantes no esquema vai crescendo.  Não se contentam com o anonimato e já postaram imagens, informações, deram declarações a jornais, etc., etc.

Fata pouco para serem pegos pelo FBI que, no momento, já deve estar em vias de fato.  Um grande golpe é aquele que ninguém fica sabendo.

No underground já se sabe que o grupo se encontrou e reunia-se no Discord, plataforma de discussão muito utilizada por jovens gamers.  A origem, por si só, já mostra o perfil dos hackers.

Inicialmente o grupo reunia-se para praticar pequenos golpes, entre ele o roubo de perfis com IDs simples no Twitter, como letras e números simples, como @1, @o, etc.  Estes perfis são sempre comercializados, pois são de simples memorização e valem um certo dinheiro no mercado de compra e venda do Twitter.

Tudo começou um belo dia, quando um perfil chamado Kirk apareceu e apresentou a idéia ao grupo.  Ao que se sabe, é Kirk que tem acesso às aplicações do Twitter.  As contas simples, com ID pequenas, eram roubadas e vendidas em alguns sites, dentre eles o ogusers.com.

Mas o negócio cresceu e o desejo de fazer mais também.  O grupo passou a ver a possibilidade de roubar perfis mais avantajados, e obter dinheiro através de outro tipo de golpe.

Durante algumas semanas o grupo começou a pesquisar perfis e IDs elegíveis para o golpe.  Com tudo pronto, as aplicações do Twitter foram acionadas e os e-mails trocados.

Agora, os mais tagarelas do grupo estão vangloriando-se publicamente por aí.

Vamos ver no que vai dar.